Mostrando postagens com marcador Acadêmico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acadêmico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Refletindo sobre os primos...

Vovô e vovó Franklin têm onze netos.

Destes onze netos, seis já passaram dos vinte anos, sendo que o mais velho tem 28; dois estão no final da adolescência (entre 16 e 18 anos) e os outros três são infantes entre zero e cinco anos. A qual geração pertencem os netos do senhor e senhora Franklin?

Com certeza pertencem à mesma geração familiar, mas não pertencem a mesma geração social... não quando estamos falando de comportamento, de aprendizagem, de relações ou de interesses.

Os netos mais velhos estão (por definição de sociólogos, educadores e até do marketing publicitário) na Geração Y. Mas... o que seria a Geração Y? Nunca ouvi falar...

Esta é a geração da internet, a dos “conectados”. É a geração responsável pelos grandes avanços tecnológicos que podemos observar nos últimos anos. A Geração Y é caracterizada como sendo mais dinâmica, é criativa e preocupada com as questões sociais (como o meio ambiente e os direitos civis). A Geração Y nasceu num período de expansão da informática pelos mais diversos setores da sociedade e não é de se estranhar que ela a conheça e a domine tão bem. O que difere a “Geração Y” de sua antecessora - a “Geração X”- é a sua proximidade com as grandes mudanças que a humanidade vivenciou nas décadas de 1980 e 1990. A “Geração Y” cresceu com os jogos e brinquedos eletrônicos, com a televisão, com a telefonia, com a internet.

E os netos dos Franklins que nasceram na década de 1980 são mesmo desta geração?

Ahhh... são! Diariamente conectados. Trabalhando diretamente com a informática (um deles é até técnico nisso...), pesquisando sobre o assunto... Todos eles possuem as características da geração...

E os outros netos?

Bom... chegamos às primas adolescentes. Estas não são mais da Geração Y... a geração delas já é outra! Elas são “Zappiens”. São da Geração Z, a mais nova geração... (por enquanto...)

A Geração Z é a dos nascidos em meados da década de 1990. O termo “Geração Z” vem de inglês Zapping, que quer dizer “Zapear”, ou seja, “dar uma volta”, mudar constantemente. São aqueles que passam o tempo todo “zapeando” mudando o tempo todo, demonstrando impaciência. Estão um pouco na TV, um pouco no telefone, no MSN, ora na internet. Como característica, a Geração Z tem grande apego ou mundo da informação, passando mais tempo entre coisas como internet, telefone e televisão, preferindo relacionar-se socialmente por meio virtual do que pelas tradicionais conversas pessoais. Esta nova geração é distinguida, também, por ser impaciente, superficial e egoísta, mas não vamos generalizar... cada caso é um caso.

Quer encontrar as primas da Geração Z? Entre no MSN. Tem sempre uma delas lá...

Continuando... Já se foram oito dos onze netos do vovô e da vovó Franklin... faltam três. Três criancinhas lindas! O mais velho tem 5 anos, seguido de um de 3 anos e por fim, um bebê de 9 meses. Qual é a geração deles???

Eles nasceram na segunda metade da década de 2000... Ora! Já é até uma nova Era... a Era da Informação. Eles crescerão num mundo dominado pelo Facebook, pelo Orkut, pelo Twitter, MSN... etc... Assim que tiverem coordenação motora para digitar já estarão em alguma rede social. Aliás, o mundo já os conhece! Eles só vão deixar de ser objeto para ser sujeitos no mundo virtual.

Eles serão mais rápidos do que a Geração Y, mais antenados que a Geração Z...

Só não posso dizer que terão a mesma capacidade de mudar e interagir dos primos da Y, nem que serão tão comunicativos e instantâneos quanto as primas da Z. Mas estarão ali... ligados em tudo!

Pois assim já é... desde o berço!

_______

Por Tyego Franklim da SIlva...

Baseado em fatos reais e enriquecido pelo artigo: A Internet e seus desafios: uma experiência docente, de autoria de Helaine de Moura Cavalcanti e Tyego Franklim da Silva. Apresentado como avaliação do Estágio Supervisionado em História em 2010.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Renato Caldas - O Poeta do Assú

Renato caldas nasceu no dia 8 de outubro de 1902 na antiga "rua das Flores”, hoje denominada Prefeito Manoel Pessoa Montenegro na cidade de Assú – RN. Filho de Enéas da Silva Caldas e Neófita de Oliveira Caldas. Estudou suas primeiras letras na escola de Dona Luiza de França (1908) e entrou posteriormente para o grupo escolar Tem. Cel. José Correia em Assú, no ano de 1911. Boêmio! Seu primeiro emprego foi como tipógrafo, na tipografia de José Severo de Oliveira em 1920. Foi na tipografia que ele aprendeu muito sobre as letras. Colaborou em pequenos jornais da terra, como “Libertador”, “Jornal do Comércio”, “Tribuna”, “A Mutuca” e “O Paládio”.

Em 1923 ele trabalhou como mensageiro nos telégrafos. Também trabalhou em uma tipografia no Rio de Janeiro. Casou-se em 1939 com D. Fausta da Fonseca, após um noivado de doze anos, a noite de núpcias foi adiada por quinze dias, devido a uma “despedida de solteiro” realizada por seus amigos, após o casamento. Dona Fausta já o esperava em casa quando ele voltou só para pegar o violão. Trabalhou no campo de Parnamirim durante a segunda guerra, mais não demorou muito no emprego, como em todos os outros. Voltou para Assú e confessou que não saiu mais do Assú porque é como a carnaubeira: “Gosta do chão onde nasceu.” Dedicou-se muito tempo como seresteiro, animava muitas festas pela região e era convidado para fazer “shows” por todo o estado e até em grandes teatros de fora do Estado.

Amigo do poeta Jorge Fernandes, na época um dos sócios e depois o único proprietário do Café Majestic, de onde saiu para uma sinecura numa repartição pública, Renato também tinha um parentesco com Luís da Câmara Cascudo, e se sentia chateado pos Cascudo certa vez negar essa parentela. Era amigo também de Luiz Gonzaga, e quando este vinha a Assú e o visitava Em Natal tinha alguns amigos: Veríssimo de Melo, Diógenes Cunha Lima, Rui Lucena, Esmeraldo Siqueira, Luiz Tavares, Newton Navarro, Paulo Teixeira. No Assú: ricos e pobres. Quando estava com os amigos sua bebida preferida era cerveja, sozinho: cana. Era um sujeito irreverente e de inestimável inteligência.

Suas poesias contribuíram decisivamente para projetar o nome de Assú no cenário cultural do Estado e até extrapolando os limites territoriais do Rio Grande do Norte. As poesias de Renato Caldas se encontram em Fulô do Mato, livro que rendeu fama a seu nome e o fez conhecido nacional e internacionalmente, atualmente já está na sua sétima edição; Poesias; Pé de Escada e Meu Rio Grande do Norte.

A atuação Política de Renato Caldas

Sua atuação se deu no Rio Grande do Norte e foi de “pacificação” entre os grupos políticos do Estado. Entre seus amigos mais próximos estão Dinarte Mariz, José Agripino, Geraldo Melo, Aluízio Alves. Um dos poucos mal entendidos foi o episódio com o coronel Theodorico Bezerra em 1940, embora não guardasse ódio de ninguém, sentia profundamente o desgosto de ter sido chamado de "vagabundo" pelo deputado Theodorico Bezerra ao recusar o exemplar autografado de "Fulô do mato". Ele foi mal interpretado num episódio com Carlos Lacerda que fora acusado de ter escrito um poema criticando o então governador.

Entre os fatos mais marcantes na vida de Renato Caldas foi ele ter sido testemunha ocular da morte de João Pessoa. Estava no Bar Vitória tomando cerveja, bar defronte ao “Glória”, quando assiste a agressão e assassinato de João Pessoa. Renato comentou que a polícia deu muitos “tiros pra cima”, certamente para dispersar a população e dar fuga aos assassinos. Foi preso político e foi libertado a pedido do então governador do Estado do RN Juvenal Lamartine.
Ele sofreu também um atentado na cidade de Parelhas, no conjunto “Alma do Norte”, sendo ferido à bala por causa de um tumulto político causado por uma excursão.

As obras de Renato Caldas

A poesia de Renato Caldas nasceu numa Assú em transformação. O processo de urbanização tornou a vida social e cultural intensas, fazendo a cidade tomar uma nova feição no seu espaço físico, econômico e cultural no século XX. O desenvolvimento de Assú se deu devido à exploração da cera de carnaúba e algodão, deixando para trás a criação de gado, enfraquecida pelas constantes cheias e/ou cheias da região.

Ela emergiu durante a fase do Modernismo/Regionalismo. Suas poesias tinham características típicas dessas correntes, como o humor, regionalismo e a temática sertaneja. Ele se destaca com sua poesia sertaneja, matuta, que focaliza questões nordestinas. Usa de uma linguagem coloquial, mais próxima do povo, libertando-se da linguagem culta.

Sua obra muito rica é uma preciosidade e fonte de pesquisa e informação do nosso Estado e de seu povo. Renato caldas deu uma enorme contribuição para a literatura e para formação da criação de uma identidade popular, em que suas poesias ganhavam maior destaque porque era feita do povo e para o povo. Uma fonte importante de pesquisa pedagógica para auxiliar a educação em nossas salas de aula. Infelizmente durante nosso trabalho pudemos constatar que Renato Caldas não tem a dimensão que deveria ter em nossas escolas e poucas pessoas conhecem sua vida e sua obra. Isto é muito prejudicial porque estamos perdendo um sujeito que teve uma participação na poesia potiguar e colaborou muito com a nossa terra ao criar seus poemas.

Um dos últimos portas populares, quiçá o ultimo que escreve uma poesia “matuta” cheia de significado e conteúdo da vida, política, sociedade e as relações entre homem e mulher. O escritor Ezequiel Fonseca Filho, também pesquisador dos poetas assuenses, observa em seu livro Poetas e Boêmios do Assu que, no gênero, ninguém até hoje sobrepujou a poesia de Renato Caldas. O jornalista Franklin Jorge do Jornal Tribuna do Norte considera que Renato forma com Fabião das Queimadas e Moysés Sesyom a tríade dos nossos poetas populares mais representativos. Atualmente há alguns livros e ate um CD que o cantor potiguar Guaracy canta Renato Caldas. Encontramos blogs na internet e algumas informações em sites de jornais. Lamentavelmente não há informações no site da prefeitura do Assú, o que deveria ser um local para prestigiar o poeta.

Nota do Grupo:Dentre todas essas questões ficamos satisfeitos pela oportunidade de conhecer este ícone na poesia potiguar e nos sentimos no dever de divulgar suas poesias para que outras pessoas tenham conhecimento de sua contribuição para o Estado do Rio Grande do Norte.


Referências Bibliográficas
CALDAS, Renato. Poesias. Natal: Imprensa Universitária, 1970.

FERREIRA, Claudia Maria Felício. A poesia de Renato Caldas e sua dimensão educativa. 1999.

139 p. Dissertação (Mestrado em Educação) – Departamento de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 1999.

JORGE, Franklin. A poesia do mato. Natal: Tribuna do Norte, 2002. Disponível em: < www.tribunadonorte.com.br>. Acesso em 14 maio 2008.

CORTEZ, Luiz Gonzaga. O dia em que Renato Caldas eternizou a rua da Fome. Mossoró: O mossoroense, 2005. Disponível em: < www.uol.com.br/omossoroense/180605>. Acesso em 15 maio 2008.
_______________
Rodrigo Wantuir Alves de Araújo
Thyego Franklim da Silva
Wescley de França Rodrigues

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Renato Caldas

Fulô do Mato

Sá Dona, vossa mecê,
É a fulô mais cheirosa,
A fulô mais prefumosa
Qui o meu sertão já botô!
Podem fazê um cardume,
De tudo qui fô prefume,
De tudo qui fô fulô,
Quí nem um, nem uma só,
Tem o cheiro do suó
Qui o seu corpinho suô.
- Tem cheiro de madrugada,
Fartum de areia muiáda,
Qui o uruváio inxombriô.
É um cheiro bom, déferente,
Qui a gente sintindo, sente,
Das outa coisa o fedô.

Rua da Fome

Essa é a rua da Fome
nela eu quero o meu nome
quando algum dia eu morrer.
caso isso aconteça,
faço questão que apareça
essa sincera inscrição:
"Renato Caldas, um nobre que
na choupana do pobre
entrava como um irmão.
Não era nacionalista
nem ao neologista
estendeu a sua mão.
Viveu sempre embriagado
só não foi no seu passado
ingrato, fresco e ladrão".
________________

Renato Caldas, O poeta do Assu!
Nasceu em Assu-RN, a 08 de Outubro de 1902. Além de poeta popular, foi um homem de vasta cultura e extrema inteligência, destacou-se também, como um notável seresteiro das noites assuense. O seu mais famoso livro "FULÔ DO MATO", alcançou a 16a. Edição, em 1984.


Olha só!

Renato no dia do seu casamento deixou sua esposa em casa e deu uma escapolida para farrear com os amigos pelos bares da cidade de Assu, retornando a sua nova morada somente pela madrugada. Sua mulher sentindo-se abandonada, rcriminou na hora ao vê-lo chegar embriagado: "Mas, Renato isso é coisa que você faça no dia do nosso casamento: "Besteira, mulher! Eu só vim buscar o violão!" Rebateu Renato e saiu novamente para continuar a bebedeira.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Corrida de Calouros

Esse é o evento mais esperado do calendário ilegal universitário, a corrida de calouro ocorre na segunda-feira da segunda semana letiva do segundo semestre da universidade, é tido como o evento mais importante e o único que integra tanto veteranos quanto calouros. E esse ano contará com o apoio da reitoria. Depois de anos negando a realização da Corrida de Calouros, a reitoria aceitou e em 2008 a corrida terá o apoio da reitoria. O próprio reitor se mostra otimista e confiante na realização do evento: "Percebemos que a Corrida de Calouros é um evento cultural, e tem como única finalidade a integração dos alunos! Mesmo sendo totalmente organizada pelos alunos, creio que a organização será boa e saberá fazer o melhor sem que haja ofensas aos pobres calouros. Ainda vejo como uma fonte maravilhosa de lucro, digo, recursos para a universidade!"
O evento acontecerá em uma grande área verde entre setor II e o V. Consistirá em três modalidade: FC1, FC2e Stockalouro. Em todas o calouro será o veiculo que levará um nobre veterano no lombo, sem reclamar, até a linha de chegada. Na FC1, estilo livre, são 500 milhas de pura adrenalina e alguns acidentes, nada grave. Na FC2 o calouro tem que puxar uma biga com o seu nobre veterano no comando. É a prova mais animada e atos de deslealdade são comuns. A Stockalouro é a que requer mais calouros, nessa modalidade são três calouros puxando um veterano numa armação de bambu sem rodas, o atrito deixa os calouros exaustos e muitos desmaiam pelo caminho, por isso são três calouros, pois não pode haver substituição durante a prova. O combustível é a mais orgânica das azeitonas roxas, encontradas apenas no centro de humanas. Tais azeitonas são adubadas com uma mistura de fezes humanas, que são esquecidas pelos bisouros rola-bostas e por bitucas de beck (cigarrinho de cannabis)... a mistura faz as azeitoneiras serem as mais poderosas do mundo, e o calouro que delas se alimenta consegue instantaneamente a força para levar o seu nobre veterano no lombo sem dificuldade, por 5 minutos, e cada um só pode comer uma azeitona à cada 2 léguas. Mais o melhor ainda tah por vim! A corrida de Calouro não tem só provas de velocidade, dentro do evento ainda há uma prova de requer força, agilidade e inteligência a INJUSTA! Nessa prova o nobre veterano monta o calouro com toda a técnica precisa e se lança contra outra dupla que vem na direção contraria. As duas duplas se chocam e a mais forte derruba a outra, o vencedor é aquele que se manter em pé. Infelizmente nessa prova há um histórico de falecimento de calouros muito grande, mas até agora nenhuma organização de preservação de animais se pronunciou contra a prova.
Espero que a grande Corrida de Calouros de 2008 seja um sucesso, que o número de calouros machucados seja bem menos que nas edições anteriores.