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terça-feira, 24 de maio de 2011

Cinemas e mais cinemas...

Salve! Salve!

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ir ao cinema. Ver um bom filme, sozinho ou com os amigos.

Moro em Natal e, infelizmente, a minha cidade é uma desgraça quando o assunto é cinemas. Contamos apenas com DOIS cinemas, cada um com SETE salas de exibição. São só QUATORZE salas para uma população de mais 800mil habitantes. Triste, eu sei!

Nem sempre foi assim. Natal já teve muitos outros cinemas, aqueles ‘de rua’, a maioria no bairro de Cidade Alta. Durante as décadas de 40 e 50 eles foram um dos grandes trunfos da capital potiguar. Como o Cinema Royal, na esquina da rua Ulisses Caldas com a Vigário Bartolomeu (foto).. Mas foram diminuindo... diminuindo... Chegou ao ponto de termos apenas uma, no Natal Shopping. Esse também já se foi. Agora temos um no Praia Shopping (em Ponta Negra) e outro no Shopping Midway. Quanto à qualidade deles, poupar-vos-ei de ler um desabafo! Kkkkk...

O fato é que temos poucas salas de cinema e as que temos não são lá essas coisas. As do Midway (maior shopping da cidade) então... Aff. Essas poderiam fechar!

Cinema não é só um espaço de lazer para o fim de semana. Cinema é um espaço de cultura! Por meio daquela tela gigante e aquele sonzão, nos mantemos contato com outros lugares do mundo. Conhecemos pessoas, costumes, nos emocionamos... É arte, cultura e lazer. Não preciso nem listar motivos para se ter um cinema numa cidade, né?

Natal é pobre em cinemas e muitos querem mudar isso, porém não é muito fácil desviar da "igrejalização" dos espaços! =| Sabem... em todo o país a tal da "igrejalização" de lugares está virando uma verdadeira “epidemia”. Tudo que é lugar cabível para a instalação de uma igreja está virando um templo cristão, protestante. São mercados, supermercados, bares!, teatros e os nossos cinemas. Não que igreja não seja importante. É uma instituição fundamental na nossa sociedade, mas do jeito que elas se espalham (seguindo o lema do “Dividir e conquistar!”) as coisas não vão acabar muito bem.

Voltando aos cinemas. Nas cidades do interior é que o bicho pega. No Rio Grande do Norte a pobreza cinematográfica é gigante. Uma realidade comum em todo o país, para falar a verdade. Isso interfere diretamente na indústria cinematográfica nacional. Sem espaços de exibição, as nossas produções para a telona não encontram possibilidade de fazer uma grande distribuição e assim poder TENTAR concorrer com produções internacionais. A solução para as pequenas cidades são as “Casas de cultura” , outros projetos governamentais que financiam a criação de pequenos cinemas locais e a boa vontade de algum morador. Na verdade são espaços públicos (como auditório, salas de aula, um galpão qualquer...) utilizados para a exibição de filmes e curtas para a comunidade.

Na cidade de Riachuelo, no Rio Grande do Norte, mais exatamente no distrito de Cachoeira do Sapo, um desses projetos é realizado graças ao interesse de Rodrigo Wantuir, um professor local. Por meio de um projeto de criação de “Cine Clubes” do governo, ele coordena o CineClube de Riachuelo, levando um pouco de lazer, cultura e arte para aquela cidade do interior do Rio Grande do Norte. O equipamento para tal não poderia ser mais simples: uma telona (essencial), um bom equipamento de som, um DVD e um projetor. Sabem... isso nem é tão caro! O governo federal espalha vários desses “kits cinema” pelo país, mas é algo que até os empresários poderia ajudar. Em todo lugar deve ter pelo menos um professor Rodrigo interessado em melhorar um pouco a realidade do lugar onde vive, esperando apenas uma ajuda, seja lá de quem for.

Então... enquanto não tivemos como espalhar grandes cinemas pelas cidades - incluindo capitais pobres em salas de exibição, como Natal – poderíamos multiplicar essas boas ideias por ai.

Natal, né... vai vivendo com as esperanças de um dia ter mais alguns cinemas. Os produtores da indústria cinematográfica brasileira vão ficando com a esperança de um dia o governo federal lançar alguma medida que os ajude na covarde disputa com os filmes hollywoodianos... e a galera de Cachoeira do Sapo vai curtindo suas noites de cinema na escola, com muita pipoca e bitoquinhas no escurinho. =D

Galerinha de Cachoeira do Sapo
assistindo um bom filmim! =D

sábado, 5 de março de 2011

Refletindo sobre o Carnaval

Relembrando as aulas de biologia do terceiro ano do Ensino Médio e tudo aquilo que a Rede Globo me diz, cheguei à conclusão de que brasileiro que é brasileiro já nasce com o gene do carnaval entranhado no DNA. Agora... se esse gene é recessivo ou dominante, só o tempo e as escolhas da vida dirão! É uma questão de genótipo e fenótipo. Eu acho!

O genótipo é aquela carga genética que nós todos temos e o fenótipo é o resultado da interação do genótipo com o ambiente, então um foli
ão carnavalesco é um indivíduo que possui em seu fenótipo as características necessárias para sobreviver em condições adversas de muito axé, forró, samba, álcool e folias de rua: os ouvidos são mais tolerantes ao som alto e à música de letra ruim, o fígado tem o dobro da potencialidade normal de desintoxicação do organismo e os pés conseguem aguentar quilômetros e mais quilômetros de caminhada, dança, pulos, torções, pisões e tropeços atrás do trio!

Isso ai já dá para ter uma ideia do meu ponto de vista sobre o carnaval, né? Claro, devo dizer, que eu compreendo e aceito que o carnaval tem um embasamento cultural que o legitima e que cada um gosta do que bem quiser! Eu não tenho o gene do carnaval dominante. O meu é recessivo e o máximo que ele consegue fazer é me mandar para alguma festinha perdida qualquer...

O carnaval querendo ou não é uma tradição mundial e no Brasil ele é o “Abre alas” do ano. Porém, há muito tempo que o brasileiro esqueceu o real motivo de se festejar o carnaval e o reduziu à uma semana de férias, curtição e anarquia no meio do ano. Carnaval hoje em dia é só um motivo para beber! Sorry, é verdade! Beber, transar e ser aquele que você não pode ser no resto do ano.

Você já usou uma máscara? Eu usei uma máscara de “Comédia” (aquela que junto com a do “Drama” são os símbolos do teatro) em uma peça que encenei no terceiro ano. Eu sou super tímido, mas com aquela máscara... nem gaguejei as falas! Foi como se eu fosse um anônimo qualquer ali e eu poderia fazer qualquer coisa! Afinal, ninguém sabia que era eu!

Este é o poder do carnaval! É uma semana em que você pode se fantasiar e ser um anônimo qualquer. Sem culpa ou pudores! Infelizmente, esse poder adquirido graças à máscara carnavalesca tem sido um fardo social para o Brasil, como bem apontou a jornalista Rachel Sheherazade, do jornal Tambaú Noticias do estado da Paraíba!


Para não me prolongar muito na postagem, vou colocar aqui o vídeo do corajoso comentário da jornalista e deixo com vocês a interpretação. Em outra oportunidade volto para contribuir com o meu comentário sobre o comentário dela! =D




PS.: Qualquer erro biológico.. ignorem! Eu sou historiador! =D

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Esperanza Spalding e o Grammy 2011

Salve! Salve!


Ontem (13-02-2011) foram anunciados os ganhadores do concorridíssimo Grammy! \o/


E aí, quem ganhou o coisa? Quem ganhou?


Muita gente boa ganhou seu Grammyzinho de cada dia... entre eles: Arcade Fire, Lady Gaga, Lady Antebellum e Eminem. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Lady Antebellum, tudo bem! Agora... um dos ganhadores do Grammy 2011 me fez sentir orgulho e repôs a minha fé nessas premiações. A doce, linda, talentosa, fantástica e minha heroína... Esperanza Spalding. ♥
O som que a Esperanza faz é simplesmente maravilhoso... mas não por isso que estamos aqui!
A moça, que é contrabaixista e faz jazz, desbancou o "fenômeno" das meninhas... eles mesmo, o Justin Bieber. Ela levou o Grammy de melhor Artista Revelação e deixou as fãzinhas do Bieber desoladas.
Resultado: Muito xingamento e ameaças de morte no Twitter. Que coisa feia!!! Aiaiai
Comentaram coisas como: "Justin Bieber merecia o prêmio. Você deveria morrer. Afinal, quem você é mesmo?", dizia um dos comentários. "Ela é uma retardada. Ninguém nunca a ouviu cantar! Morra", escreveu outro. (fonte dos comentários: Ego)
Eu a ouvi cantar! E acreditem, foi amor à primeira vista! Pra mim (e para o Grammy) ela é muito melhor do que Justin Bieber. Aliás! Muita coisa no mundo é melhor do que ele... mas tem quem goste do garoto do cabelo esquisito. Infelizmente, quem gosta dele não sabe separar as coisas e sempre agridem pessoas que são contra ou são melhores do que o astro mirim.

Por hora, só quero agradecer à Esperanza Spalding por ela existir e por me fazer ter fé novamente em Grammys, Oscars, Framboesas de Ouro...
Como diz o ditado: A esperança é a última que morre! E a Esperanza me fez ter esperança num mundo musical melhor. Perdoem o trocadilho, por obséquio!


Fiquem com esse vídeo dela. Aposto que vão gostar:


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Refletindo sobre falar... (Parte I)

Desabafar, contar as novidades, relatar os problemas, contar alguns causos pessoais... estas são coisas que você só faz com quem confia. Não é?

Sentar e conversar ou ligar para aquele amigo é normal e todo mundo faz, seja para uma conversa séria ou um papo descontraído. Mas, uma conversa não é algo tão simples. Sabia? A fala é – para alguns pesquisadores – o marco principal no caminho da humanidade rumo ao progresso. Em algum momento, milhões de anos atrás, o homo sapiens deu de cara com uma encruzilhada, lá nas savanas africanas. Eram duas setas, uma dizia: “Grunhir” e a outra “Falar”... sabem qual o nosso ancestral escolheu? Sim... foi a de falar. Dali por diante tudo foi diferente.

Uma mãe chimpanzé leva até 6 anos para ensinar ao seu filhote a quebrar uma castanha. Funciona assim: mamãe chimpanzé olha para o bebê e dá uma piscadinha... depois de uns 20 minutos o pequeno símio percebe que ela está o chamando para ir ao castanhal. Chegando lá... mamãe começa o ritual de quebrar a castanha. Primeiro ela pega duas pedras, uma grande e uma menor; depois ela pega a castanha e coloca em cima da pedra grande e começa a bater com a outra pedra até a castanha quebrar e o miolo ficar acessível. Enquanto isso... o filhote observa tudo. Finalmente é a vez dele de tentar quebrar uma castanha. Depois de observar muito a mãe, ele vai batendo... e batendo... até conseguir. Mas isso não acontece tão fácil... até ele dominar completamente a técnica, vão-se anos e anos. Se a mamãe chimpanzé falasse... em uma tarde estaria tudo resolvido.

Foi falando que o homem deixou de viver em bandos e passou a viver em comunidade, com transmissão direta e complexa de cultura. Passar uma técnica de quebrar uma castanha para outro da mesma espécie, ou até de espécie diferente, é transmissão de cultura. Você está passando algo que aprendeu de outro ou empiricamente para mais um sujeito, que por sua vez passará para outro. Falar é fundamental para o homem. Quando eu digo falar, estou falando de comunicação em geral.

Chegamos ao século XIX e falar continua essencial. Conversar com outro alguém, contar uma história e se expressar é necessário para a sobrevivência de uma pessoa. Sem isso é capaz do sujeito enlouquecer. Um amigo, um parente, com os botões, com os USBs do computador... qualquer forma serve. Tão importante quanto falar é saber com quem falar... é saber ouvir. Temos entender que da mesma forma que nós temos esta vontade de relatar tudo pela oralidade, os outros também têm...

Eu, particularmente, não sou muito de falar. Sou mais de ouvir... Mas não dispenso os mesmo momentos de tagarelagem com alguém ou sozinho. É normal e só faz bem. Praticando é que aperfeiçoamos a técnica. Né?

(volto neste assunto em uma outra postagem...)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Refletindo sobre o Twitter...

- Ei, faz um Twitter também!
- Eu não! Não quero saber q
uando as pessoas vão ao banheiro...
- o,Ò? Ainda tais nessa, é?

- Homi... Twitter é coisa de
gente que gosta de saber da vida dos outros... Não
vou fazer um Twitter só para ler: "Fui ao banheiro...", "Toh comendo tapioca..."...

- kkkkkkkkkkk... você é noob mesmo! kkkkkkkkk


Levanta mão quem já negou o Twitter!!! o/

Diz ai, você recusou vários convites para ingressar no microblog na sua vida. Não foi?
Eu já... Eu dizia que Twitter não servia pra nada.
E eu estava muito engando!

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O Twitter, um dos grandes sucessos da internet, foi criando em 2006 por Jack Dorsey...
um carinha nerd que achou que o mundo precisava de um sistema de microblogs para divulgar em tempo real o que estava fazendo. Foi uma boa ideia! Não neguem! Todo mundo gosta de contar o que fez, o que está fazendo e o que pretende fazer... Assim surgiu o Twitter. Porém, ele só nos deu 140 caracteres para nos expressar, acompanhados de três tapinhas nas costas e um "Se vira!!!" Os poucos caracteres, na verdade, ajudaram a fazer do Twitter uma das ferramentas virtuais mais usada da internet. Quem não tem tempo para digitar 140 caracteres?

No inicio, (Eu não estava lá, por puro preconceito...) o Twitter desempenhava apenas o papel idealizado pelo Jack: uma forma das pessoas contarem para outras pessoas o que elas estavam fazendo. Por isso que no imaginário popular o Twitter foi, e continua sendo, interpretado como uma simples maneira de se saber da vida alheia...
Mas isso mudou! O microblog mudou o seu questionamento. Ele não quer mais saber o que você está fazendo, o objetivo dele agora é contar aquilo que está acontecendo...

Cheguei no Twitter meio que com aquela cara de "Tah, vamos ver até onde eu aguento isso... ¬¬", mas logo descobri que o negocio era muito mais do que um mural de fofocas... e que o segredo de tudo estava no Followers! (Suponho que você saiba o que são Following e Followers... ) Sim... o segredo do bom Twitter está em quem você segue... As pessoas certas podem te levar para um mundo de maravilhosas informações. Bom, vivemos num tempo em que informação é tudo... e se ela for instantânea, então...
Logo corri para espalhar a noticia. Consegui converter alguns novos seguidores para o meu perfil no microblog e até usei o dito em minhas aulas.

Gostaria de contar algumas coisas boas que percebi com o uso do Twitter:

1 - Novidades! O Twitter nos deixa bem informado sobre qualquer coisa. Para nos ajudar nisso temos uma barra de pesquisa e os Trending Topics ou TTs. Com essas ferramentas podemos achar qualquer assunto e saber os que estão em evidência naquele momento.

2 - Opiniões! Recentemente, um reality show
qualquer (já comentado neste Blog) trouxe para os círculos de discussões de todo o país o assunto do Transexualismo. Claro que logo hashtags relativos a isso chegaram aos TTs do Brasil. Por meio de uma simples visualização desses assuntos nos TTs podemos perceber as várias opiniões sobre o assunto abordado no reality. Uns entendiam a condição do transexualismo e comentavam "a favor", outros demonstravam pouco conhecimento e faziam comentários que mostravam isso... já outra parece, parecia simplesmente não se importar com a questão do transexual e de sua escolha e mostravam todo o seu preconceito. =/ Eu imagino um pesquisador do assunto (um psicologo, um sociólogo...) querendo uma visão bem completa do que pensa o brasileiro sobre isso... Bom, ele poderia sair de casa em casa com uma prancheta perguntando aos moradores... ou acessar o Twitter e ler os tweets sobre o assunto. Não é verdade? Os tweets são sim uma forma de observar o que o brasileiro tem a dizer sobre as coisas.

3 - Política! É, meu caro... o Twitter acompanhou muito bem a onda dos cabos eleitorais virtuais... Mas isso não é ruim! Durante as eleições muitos perfis de candidatos surgiram para divulgar suas propostas e informar as suas agendas. Como você só segue quem você quiser, isso não atrapalhou a vida o pacato cidadão twittense que só quer viver a sua Timeline. Mas isso ajudou bastante àqueles que gostam de participar. Como hoje em dia não dá para simplesmente sair correndo atrás do candidato, de comício em comício, o Twitter permitiu uma ligação direta entre o eleitor e o seu futuro representante. Claro que muitas vezes o assessor do carinha era quem lia os tweets que ele recebia, mas ainda assim esta é uma forma de manter contato, fazer aquela perguntinha capciosa...

4 - Movimentos Sociais! Ou melhor, movimentos virtuais... ou de redes sociais... É isso!!!
Caras pintadas? Gás lacrimogênio? Gás de pimenta nos olhos? Pra quê se eu posso ficar em casa e alimentar uma Tag até ela chegar aos TTs mundiais? hehehe É o que acontece! São cada vez mais frequentes as revoluções twitteanas! E elas dão resultado! Sabia? Muitos criticam - com certa razão -essas pessoas que só erguem o punho por detrás do computador, mas não podemos negar que essa é uma forma de lutar pelos nossos direitos. Vou contar-lhes dois atos de uma mesma peça:
Em 9 de novembro de 2010 surgiu um boato no Twitter de que a prefeitura da cidade do Natal (RN-Brasil) teria permitido o aumento das passagens dos ônibus das linhas urbanas. Nem esperaram para confirmar o tal boato... a equipe alimentadora de tags da cidade pôs os dedos à trabalhar. Reclamaram... revindicaram... e colocaram a tag #aumentonao nas primeiras posições dos TTs do Brasil. Resultado: a prefeitura voltou atrás, disse que só permitiria tal aumento se algumas exigências de um tal acordo fossem executadas pelas empresas de ônibus da capital e o secretário de mobilidade urbana da cidade foi exonerado. Tadinho...
Já em 21 de janeiro de 2011 o mesmo aumento volta ao debate, mas dessa vez ele já vinha como irremediável. A prefeitura disse que ia aumenta e logo a tag #foramicarla chegou aos TTs Brasil... melhor, ao topo dos TTs Brasil! Foi o assunto mais comentado naquela tarde. A revindicação era a mesma, mas dessa vez mais direcionada à figura da prefeita. Acho que cansados de ficar só atrás do computador, os revindicantes planejaram uma manifestação numa das praças da cidade. Bom, como é de se imaginar, o número de "#foramicarlistas" virtuais foi inversamente proporcional aos que apareceram para a dita manifestação. Infelizmente dessa vez não teve jeito e a passagem subiu. Mas a luta pelo impeachment da prefeita continua, mas não só por causa da passagem, devo esclarecer.
Ou seja, mesmo que seja pelo Twitter, uma revindicação social é ouvida e pode alcançar êxito, ou, "pelo menos", fazer com que todo o país.. ou o mundo... saiba dos problemas que você está sofrendo.

5 - Ampliação de perspectivas! Como assim? Bom... O Twitter nos permite ter acesso à informações em tempo real sobre vários assuntos e isso nos permite ampliar a nossa perspectiva das coisa. Citarei um exemplo: choveu durante a madrugada e eu estava zappeando pelo Twitter. Logo surgiram as primeiras informações sobre as chuvas na cidade. "Chove ali, chove forte aculá..." Em seguida veio a enxurrada de informações. Muitas mesmo... Vários pontos de alagamentos, córregos transbordando, ruas que viraram rios... Muita coisa mesmo. Se eu não tivesse Twitter, aquela noite de chuva seria só mais uma, mas não! Foi uma noite em que eu pude perceber que na minha própria cidade estavam acontecendo dezenas de situações que eu, certamente, só teria conhecimento no outro dia em algum telejornal... e muito resumidamente!

Tem outros pontos bons, e pontos ruins - como as informações erradas que circulam pelo Twitter, mas estas são as que eu acho mais interessantes e dignas de uma reflexão...

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PS.: Acredite, ou não, eu escrevi tudo isso só para pedir para você me seguir:

http://twitter.com/#!/tyegofranklim

hehehe



sábado, 15 de janeiro de 2011

Refletindo sobre os nossos heróis...


Salve! Salve!

Na última terça-feira a Rede Globo estreou o seu maior sucesso de todos os tempos... o Big Brother Brasil (BBB). Para quem não conhece, o BBB é um reality show. Um programa que tem como característica principal a convivência de pessoas completamente estranhas em uma casa Cinco Estrelas, cheia de câmeras, espelhos e edredons por todos os cantos. Tah, a idéia é interessante! Não negarei... mas isso ficou batido já na sua segunda ou terceira edição. Chegamos à décima primeira com, basicamente, a mesma coisa para ver. Só mudam os restos, mas os clichês já estão definidos, batidos e rotulados. Bom... criticas e elogios é o que não falta no caminho do BBB. Muita hipocrisia também... Eu, sinceramente, acompanho o programa... não diariamente, mas costumo me manter informado sobre o que está acontecendo na “casa mais vigiada do Brasil”. Mas, muita gente nega que assistem, sabe!(?) Não é coisa de gente culta... Nem assunto de corredores acadêmicos.

A Rede Globo de televisão aposta muito no BBB... e se não fosse esse carinho com cara de cifrões ($$), o BBB não chegaria a 2011 tão vivo. Esse amor pelo BBB é demonstrado nas palavras do fiel apresentador Pedro Bial. (Grande Bial... quase me arrepio com suas crônicas... hehe) Mas, tsc tsc tsc, Bial comete algumas gafes que me deixam com muita “vergonha alheia”. Na última terça-feira, 11 de janeiro de 2011, primeiro dia da nova edição do BBB, Bial nos veio com uma frase que me fez colocar a mão na boca. Não lembro com exatidão do que ele disse, mas ele nos deu a entender que os novos 17 participantes eram ”Os novos heróis”, do BBB11 e do Brasil. POWW, BIAL!!! Heróis? Mas de onde você tirou isso, homem de Deus??? Desde quando participante de reality show, que só terá que passar incríveis três meses numa casa com tudo de bom, ganhando prêmios e com a única obrigação de serem humanos... podem ser heróis? Não na minha o opinião. Desculpa aí quem discorda. Temos muitos outros que podem ser chamados de heróis... acho que os seus brothers não são. Não por isso... Podem até ser, por suas vidas aqui fora. Mas não por estarem no BBB11.

Bom... a mesma Rede Globo, que tenta nos fazer engolir que um participante de reality show é um herói, é a emissora que nos apresenta alguns dos verdadeiros heróis deste Brasil.

Além do BBB11, esta semana foi marcada pela cobertura (em todas as emissoras) do desastre ocasionado pelas chuvas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Muita chuva, muita dor, muito sofrimento... muitas mortes. Uma calamidade!!! Na última contagem de mortos que tomei noticia os números já chegavam aos 600 mortos no Rio de Janeiro. A Globo está empenhada em fazer a melhor cobertura possível dos fatos e sem o sensacionalismo exagerado que vemos em outras emissoras. Ela dá muito destaque aos voluntários que ajudam na busca pelos sobreviventes, mortos e no auxilio às vítimas. Muito legal isso!

Hoje (sábado, 15 de janeiro), a Globo nos apresentou um verdadeiro herói nacional. Um homem franzino - como qualquer outro brasileiro - um pedreiro, humilde... que nesta noite de sábado emocionou o Brasil. O Jornal Nacional exibiu a história de Leandro Machado, que poderia muito bem ser um voluntário “qualquer” (qualquer entre aspas, pois cada um deles é especial...) se não fosse a sua história durante aquela tragédia. Nosso herói se fez presente a ajudar os outros que, como ele, estavam precisando de ajuda. Tão logo se viu a salvo da enxurrada , ele se ofereceu para ajudar como voluntário... Foi como voluntário, ajudando em um lugar próximo de sua casa, que Leandro Machado recebeu a notícia de que sua mãe, sua esposa e seu filho tinham morrido em um deslizamento de terra. Leandro é humano... como qualquer homem sentiu a dor da perda naquele momento. Mas como herói, Leandro se ergueu e se pôs a ajudar novamente. Se fez essencial na busca pelos lugares mais afetados, indicando os bombeiros os melhores caminhos e colocando a mão na terra.

Após ouvir as palavras do nosso herói deste sábado, o repórter Tiago Eltz que o entrevistava não resistiu e o abraçou emocionado com o exemplo. Um abraço que ele, com certeza, deu representando cada um dos brasileiros que sentiram a mesma emoção naquele momento. O pedreiro-herói ajudou a resgatar os corpos da sua família, recolheu alguns pertences e só então chorou diante da câmera da Rede Globo.

“Vamos ser humildes, amigos um dos outros, solidário, porque a população de Nova Friburgo está precisando, nesse momento”, afirmou Leandro.

O caso de Leandro não é o único que tivemos notícia esta semana. Tem também a dos rapazes que salvaram uma senhora que estava ilhada numa casa pouco antes que tudo fosse levado pela correnteza... São pessoas que não medem esforços para salvar uma outra pessoa, mesmo que não a conheça. É uma demonstração de comunhão e de amor pelo próximo que por alguns instantes nos faz esquecer da falta de políticas realmente compromissadas com a solução destes problemas que só se repetem.

Então é isso...

Meus heróis não estão confinados em uma casa cheia de câmeras... eu não posso vê-los pelo perpevil... Os meus heróis estão com as mãos sujas de barro, de lama... estão mexendo uma panela de sopa, estão escavando metros e metros de terra à cada sinal de vida, estão se colocando em perigo para ajudar um desconhecido... Meus heróis são voluntários, são bombeiros, são pais de famílias, são trabalhadores... são brasileiros.

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Leia a reportagem: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/01/pedreiro-perde-familia-e-ajuda-como-voluntario-nos-resgates-de-nova-friburgo-rj.html

domingo, 2 de janeiro de 2011

Refletindo sobre o Ano Novo II...

A passagem de um ano para o outro é sempre um momento muito importante... E é algo que será “absoluto” por um ano inteiro...

Quando alguém me perguntar como foi que virei o ano de 2010 para o de 2011 – e perguntarão bastante – só terei uma história para contar. Não terei duas experiências para relatar ao nobre perguntador... só terei uma história de MEU ANO NOVO e essa história será a mesma que será fixada para sempre no meu livro de Réveillons.

Foi pensado desta forma que me dediquei a fazer da minha virada de ano a melhor possível... Para ficar entre aquelas que eu considero como ótimas e para que eu tenha uma boa história para contar.

Virei o ano na praia de Ponta Negra, aqui em Natal. Com os pés na areia e junto dos amigos. Foram ótimas horas de muitas músicas, danças, brincadeiras... alegria. Foi a primeira vez que deixei a família para passar o ano novo com os amigos... e não me arrependo!Nunca!!!

Quem se arrependeria de passar um momento tão importante cercado por amigos? Ninguém...

A noite foi maravilhosa e se estendeu até de manhã... ficamos na praia até o Sol raiar e o Morro do Careca nos dá “– Bom dia!!!”

Só teve dois momentinhos complicadores... (Vou nem chamá-los de chatos... pois não foram! Hehe) Choveu! Duas vezes... De uma hora para a outra a praia toda correu para se proteger, faltando pouco mais de uma hora para a meia-noite. Mas nós não! Ficamos na areia e aproveitamos a chuva, nos molhamos... corremos para o mar... rimos muito!


Uma chuva em uma festa de réveillon é capaz de estragar completamente o clima... e foi por isso que comecei essa postagem falando da história que temos para contar do nosso réveillon. Conheço pessoas que por uma simples garoa na praia em uma noite de Ano Novo estragariam toda a festa (a sua e dos que estão à sua volta...). Existem muitas pessoas assim. Que preferem levar tudo para o lado negativo. Uma pessoa assim praguejaria a sua virada de ano durante todo o ano de 2011... Diriam: “Esse ano já começou rum...”. Não gosto de pessoas que só fazem reclamar. Reclamam de tudo e de todos... Graças a Deus nenhum dos meus amigos que estavam comigo é dessa espécie. O que mais reclama sou eu... hehehe... Mas não dessas coisas. Eu gosto de dá valor às coisas, por mais simples e besta que elas sejam. Um réveillon com os amigos nunca seria algo ruim, pra mim. Nem com uma tempestade! É por isso que sempre que alguém me perguntar como foi o réveillon direi que foi Maravilhoso! Pois assim foi... O melhor que já tive!!! Com chuva ou sem chuva!

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Tah bom... agora dedicarei com as minhas postagem loucas à 2011. Esta foi só para fechar o pacote de 2010...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Refletindo sobre o Ano Novo...

Êita! Faltam pouquíssimas horas para a chegada de 2011... \o/

Sobre este ano - que bate à nossa porta nesta noite - recai as esperanças de toda a humanidade. Desde aqueles que tiveram um péssimo 2010 e esperam um ano novo de melhoras... àqueles que tiveram um ótimo 2010 e só querem um 2011 igual ou melhor.

2011 será o ano de Iansã, para o Umbanda...
Não sou numerólogo, nem pai-de-santo... nem nada do tipo. Sou cético... Mas não recuso algumas doses de superstição. Placebo? Chame do que quiser...
Iansã é a senhora dos ventos e das tempestades... promete mudanças significativas.
Tenho uma certa "proximidade" com elemento do Ar... o vento. O elemento da criatividade... Aliás, esta orixá também é a protetora dos artistas e daqueles que são bom quando o assunto é criatividade.

Dizem que eu sou criativo. Será? Acho que sim... hehehe
Será um bom ano pra mim? Tomara...

2011 será o ano dos criativos e daqueles que não sofrem por ter que esperar a sua vez, pois também será o ano do COELHO no horóscopo chinês!
Sabe qual é o meu signo no horóscopo chinês? COELHO! hehe

Será o ano dos tranquilos e dos criativos... duas de minhas virtudes! Modestamente...

Que seja... 2010 não foi um ano muito bom pra mim. Quero começar 2011 com fé de que será melhor. Nem que seja baseado em superstições... superstições estas que eu sempre me agarro!

Fé em 2011!!!

Eparrei! Iansã!!!
Bem-vindo, Coelho!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Refletindo sobre os primos...

Vovô e vovó Franklin têm onze netos.

Destes onze netos, seis já passaram dos vinte anos, sendo que o mais velho tem 28; dois estão no final da adolescência (entre 16 e 18 anos) e os outros três são infantes entre zero e cinco anos. A qual geração pertencem os netos do senhor e senhora Franklin?

Com certeza pertencem à mesma geração familiar, mas não pertencem a mesma geração social... não quando estamos falando de comportamento, de aprendizagem, de relações ou de interesses.

Os netos mais velhos estão (por definição de sociólogos, educadores e até do marketing publicitário) na Geração Y. Mas... o que seria a Geração Y? Nunca ouvi falar...

Esta é a geração da internet, a dos “conectados”. É a geração responsável pelos grandes avanços tecnológicos que podemos observar nos últimos anos. A Geração Y é caracterizada como sendo mais dinâmica, é criativa e preocupada com as questões sociais (como o meio ambiente e os direitos civis). A Geração Y nasceu num período de expansão da informática pelos mais diversos setores da sociedade e não é de se estranhar que ela a conheça e a domine tão bem. O que difere a “Geração Y” de sua antecessora - a “Geração X”- é a sua proximidade com as grandes mudanças que a humanidade vivenciou nas décadas de 1980 e 1990. A “Geração Y” cresceu com os jogos e brinquedos eletrônicos, com a televisão, com a telefonia, com a internet.

E os netos dos Franklins que nasceram na década de 1980 são mesmo desta geração?

Ahhh... são! Diariamente conectados. Trabalhando diretamente com a informática (um deles é até técnico nisso...), pesquisando sobre o assunto... Todos eles possuem as características da geração...

E os outros netos?

Bom... chegamos às primas adolescentes. Estas não são mais da Geração Y... a geração delas já é outra! Elas são “Zappiens”. São da Geração Z, a mais nova geração... (por enquanto...)

A Geração Z é a dos nascidos em meados da década de 1990. O termo “Geração Z” vem de inglês Zapping, que quer dizer “Zapear”, ou seja, “dar uma volta”, mudar constantemente. São aqueles que passam o tempo todo “zapeando” mudando o tempo todo, demonstrando impaciência. Estão um pouco na TV, um pouco no telefone, no MSN, ora na internet. Como característica, a Geração Z tem grande apego ou mundo da informação, passando mais tempo entre coisas como internet, telefone e televisão, preferindo relacionar-se socialmente por meio virtual do que pelas tradicionais conversas pessoais. Esta nova geração é distinguida, também, por ser impaciente, superficial e egoísta, mas não vamos generalizar... cada caso é um caso.

Quer encontrar as primas da Geração Z? Entre no MSN. Tem sempre uma delas lá...

Continuando... Já se foram oito dos onze netos do vovô e da vovó Franklin... faltam três. Três criancinhas lindas! O mais velho tem 5 anos, seguido de um de 3 anos e por fim, um bebê de 9 meses. Qual é a geração deles???

Eles nasceram na segunda metade da década de 2000... Ora! Já é até uma nova Era... a Era da Informação. Eles crescerão num mundo dominado pelo Facebook, pelo Orkut, pelo Twitter, MSN... etc... Assim que tiverem coordenação motora para digitar já estarão em alguma rede social. Aliás, o mundo já os conhece! Eles só vão deixar de ser objeto para ser sujeitos no mundo virtual.

Eles serão mais rápidos do que a Geração Y, mais antenados que a Geração Z...

Só não posso dizer que terão a mesma capacidade de mudar e interagir dos primos da Y, nem que serão tão comunicativos e instantâneos quanto as primas da Z. Mas estarão ali... ligados em tudo!

Pois assim já é... desde o berço!

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Por Tyego Franklim da SIlva...

Baseado em fatos reais e enriquecido pelo artigo: A Internet e seus desafios: uma experiência docente, de autoria de Helaine de Moura Cavalcanti e Tyego Franklim da Silva. Apresentado como avaliação do Estágio Supervisionado em História em 2010.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Cinemark Natal: Desrespeito!

Aproveitando as reclamações que se propagam com a ajuda da Abelhinha sobre um de nossos cinemas...

Digo que...

De Fato...
Frequentar o CINEMARK Natal é um desafio à paciência do bom cinéfilo!

Como se não bastasse amargar as poucas salas de exibição da capital potiguar, ainda temos que nos sujeitar a um ambiente de total desrespeito! Tanto por parte do estabelecimento, que trata o cliente como se eles estivessem fazendo um favor à cidade... ainda tem a falta de educação dos frequentadores.

O barulho nas salas é vergonhoso!

Me pergunto o motivo de alguém pagar tão caro para fazer baderna num cinema.
Barulho, xingamentos, conversas, telefone que toca.... pés na poltrona da frente (¬¬), gritos no meio da exibição sem qualquer motivo... para resumir... CRIANCICES!
Peraí... nem as crianças se comportam daquela forma!
E olha que eu já assisti vários filmes infantis!

Na área exterior é a mesma coisa... Fora a fila enorme que é corriqueira! E em dias em que há "grandes filmes" em cartaz a coisa é ainda pior... pois até quem não tem a intenção de assistir o sucesso do momento tem que enfrentar aquela fila.
Sem falar na música...

Vamos reclamar... é nosso direito!!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Refletindo sobre a Infância

Hoje parei para relembrar a minha infância e analisar a bifurcação que se forma na minha rua, mais à frente. Eu tinha acabado de acordar e ainda estava meio sonolento, mas, como de costume, parei para tomar meu café na área, sentado na rede. O muro baixo me permite ver perfeitamente a tal bifurcação da rua e as pessoas que passam na calçada. Desde menino que observo estes dois caminhos. Cresci correndo de um para o outro.


O primeiro é o da rua que chamávamos de “da alegria”. Era onde brincávamos mais... meus melhores amigos de infância moravam nela. De fato era a rua da alegria. Durante muito tempo ela permaneceu sem pavimento, mas a areia suja não diminuía a nossa vontade de brincar. Esconde-esconde, bandeirinha, garrafão, polícia e ladrão, bola... naquela rua todas as brincadeiras eram mais animadas e os moradores dela sempre foram simpáticos com a criançada que ia brincar lá, mesmo os que nem moravam no conjunto.

A outra rua, a minha, é a “rua do veio”. Chata, parada, triste... a rua que eu morava não era o point da galera. Tava mais para um caminho escuro e estranho que os moradores da “rua da alegria” tinham, por obrigação, que passar todos os dias. Na rua do veio não havia brincadeiras. Os moradores mais antigos sempre reclamavam do barulho na frente de suas casas e um deles, o “veio”, fazia de tudo para manter as crianças longe da frente de sua casa. Meus dias de menino eram sempre do mesmo jeito: acordava, comia e corria para a rua da alegria. Só voltava em casa perto da hora de ir para a escola.

Mas, a rua do veio não era de tudo ruim! Havia a “veia”. Dona Creusa, uma senhora reservada que morava em um dos sobrados. Todos tinham medo de Dona Creusa, menos eu! Diziam que ela era uma bruxa, porque podia-se ver pelos portões que ela tinha um caldeirão de ferro na área de sua casa, mas era só um objeto decorativo que ela trouxera de sua terra natal, São Paulo. Dona Creusa e eu éramos amigos. Eu sempre podia ir à casa dela e tinha a liberdade de entrar a hora que eu quisesse. Além de mim, meu irmão também frequentava muito a casa da “veia”, íamos sempre que a "rua da alegria" tava parada. Lá Dona Creusa nos apresentava à coisas que nunca tínhamos visto, coisas de sua infância no interior de São Paulo. Ela colecionava várias coisas, mas a coleção mais querida dela era a de cartões telefônicos. Logo estávamos colecionando também... e tão logo tínhamos um punhado deles, a febre de colecioná-los já tinha dominado a rua da alegria.

Durante muito tempo as crianças daquelas ruas mantiveram o hábito e a disciplina de colecionar os cartões. Conseguindo os que ainda não tinham, guardando-os em seus esconderijos, mantendo-os limpos e arrumados e ainda faziam questão de descobrir o conhecimento que aqueles simples cartões traziam.

E assim são os caminhos que conheci quando criança: o primeiro é o da diversão. Um caminho onde podemos ser quem quisermos e a felicidade que os bons amigos trazem alimentam o nosso dia com boas gargalhadas e a única preocupação é saber em qual time do jogo você vai ficar; o outro caminho nos leva ao lado rude da vida, fechado para as brincadeiras, mas aberto ao conhecimento. É o caminho da seriedade, que também é o do conhecimento, cultura e da dedicação.