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sábado, 16 de julho de 2011

Refletindo sobre Harry Potter

É... sei...

Trozendo milhões de blogueiros já dedilharam sobre o último filme da saga de Harry Potter... sim, este é só mais uma postagem sobre, mas leia! Não será tão repetitivo e é curtinho! =P

Assisti Harry ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2’ ontem, naquele cinema natalense que eu tanto critico. Tava tudo lá: os fãs com varinhas numa felicidade só, mas mães acompanhando seus filhos (também ansiosas), a sala lotada, os gritos ensurdecedores a cada cena de beijo ou de vitória e as lágrimas de despedida. É, é o último filme de uma série fantástica! Foi uma década inteira regada culturalmente com uma ótima literatura, ótimos filmes e ótimos exemplos a serem seguidos. Toda uma geração criada dentro da mágica atmosfera potteriana. Sabe do que mais? É uma ótima geração!

Desde 2001, quando o primeiro filme baseado na série de J.K. Rowling sobre um bruxinho chegou ao cinema, os livros de Harry Potter conquistaram jovens leitores em todo o mundo. Nem sei quantos amigos meus me disseram que só começaram a ler LIVROS depois que conheceu ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Daí pra frente, ler virou moda, virou tribo, virou tendência!!! Taí o maior legado deixado por J.K. Rowling e seu fantástico bruxinho! Se no futuro perguntarem qual a maior herança cultural deixada por aqueles que viveram a virada para o terceiro milênio, com certeza a saga de Harry Potter estará entre as respostas.

Em 2002, os livros mais disputados na Biblioteca Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal) eram os dois exemplares que “a Pedra Filosofal”, “a Câmara Secreta” e “o Prisioneiro de Azkaban” tinham, cada. Nos ônibus sempre tinha alguém com um livro da série, se divertindo durante a viagem, também na fila do banco, na praça, no pátio da escola. Isso falando de Brasil. Se diziam que o jovem brasileiro lia muito pouco, depois de Harry Potter isso mudou! Tinha-se algo para se ler e nem era obrigatório. Depois dos da série do bruxinho, o caminho ficou aberto para muitos outros... daí nasceu uma geração que pode não ler tanto quanto seus pares na Europa ou Estados Unidos, mas lêem mais do que seus antecessores.

Findou-se a saga no cinema. Só acabou no cinema! O último filme já estreou (ontem!) e já foi visto por milhões em todo o mundo. Mas Harry Potter não acabou. Não foi o fim! Como disse o meu professor de “Defesa Contra as Artes das Trevas” kkkk, brincadeira, é o professor de História Medieval, ele disse uma vez que “A palavra é imortal”. Então, enquanto houver um livro da série em uma estante e um pai (ou mãe) que diga: “Vem cá filho, deixe-me apresentá-lo a um velho amigo meu de infância...” Harry Potter se perpetuará.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cinemas e mais cinemas...

Salve! Salve!

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ir ao cinema. Ver um bom filme, sozinho ou com os amigos.

Moro em Natal e, infelizmente, a minha cidade é uma desgraça quando o assunto é cinemas. Contamos apenas com DOIS cinemas, cada um com SETE salas de exibição. São só QUATORZE salas para uma população de mais 800mil habitantes. Triste, eu sei!

Nem sempre foi assim. Natal já teve muitos outros cinemas, aqueles ‘de rua’, a maioria no bairro de Cidade Alta. Durante as décadas de 40 e 50 eles foram um dos grandes trunfos da capital potiguar. Como o Cinema Royal, na esquina da rua Ulisses Caldas com a Vigário Bartolomeu (foto).. Mas foram diminuindo... diminuindo... Chegou ao ponto de termos apenas uma, no Natal Shopping. Esse também já se foi. Agora temos um no Praia Shopping (em Ponta Negra) e outro no Shopping Midway. Quanto à qualidade deles, poupar-vos-ei de ler um desabafo! Kkkkk...

O fato é que temos poucas salas de cinema e as que temos não são lá essas coisas. As do Midway (maior shopping da cidade) então... Aff. Essas poderiam fechar!

Cinema não é só um espaço de lazer para o fim de semana. Cinema é um espaço de cultura! Por meio daquela tela gigante e aquele sonzão, nos mantemos contato com outros lugares do mundo. Conhecemos pessoas, costumes, nos emocionamos... É arte, cultura e lazer. Não preciso nem listar motivos para se ter um cinema numa cidade, né?

Natal é pobre em cinemas e muitos querem mudar isso, porém não é muito fácil desviar da "igrejalização" dos espaços! =| Sabem... em todo o país a tal da "igrejalização" de lugares está virando uma verdadeira “epidemia”. Tudo que é lugar cabível para a instalação de uma igreja está virando um templo cristão, protestante. São mercados, supermercados, bares!, teatros e os nossos cinemas. Não que igreja não seja importante. É uma instituição fundamental na nossa sociedade, mas do jeito que elas se espalham (seguindo o lema do “Dividir e conquistar!”) as coisas não vão acabar muito bem.

Voltando aos cinemas. Nas cidades do interior é que o bicho pega. No Rio Grande do Norte a pobreza cinematográfica é gigante. Uma realidade comum em todo o país, para falar a verdade. Isso interfere diretamente na indústria cinematográfica nacional. Sem espaços de exibição, as nossas produções para a telona não encontram possibilidade de fazer uma grande distribuição e assim poder TENTAR concorrer com produções internacionais. A solução para as pequenas cidades são as “Casas de cultura” , outros projetos governamentais que financiam a criação de pequenos cinemas locais e a boa vontade de algum morador. Na verdade são espaços públicos (como auditório, salas de aula, um galpão qualquer...) utilizados para a exibição de filmes e curtas para a comunidade.

Na cidade de Riachuelo, no Rio Grande do Norte, mais exatamente no distrito de Cachoeira do Sapo, um desses projetos é realizado graças ao interesse de Rodrigo Wantuir, um professor local. Por meio de um projeto de criação de “Cine Clubes” do governo, ele coordena o CineClube de Riachuelo, levando um pouco de lazer, cultura e arte para aquela cidade do interior do Rio Grande do Norte. O equipamento para tal não poderia ser mais simples: uma telona (essencial), um bom equipamento de som, um DVD e um projetor. Sabem... isso nem é tão caro! O governo federal espalha vários desses “kits cinema” pelo país, mas é algo que até os empresários poderia ajudar. Em todo lugar deve ter pelo menos um professor Rodrigo interessado em melhorar um pouco a realidade do lugar onde vive, esperando apenas uma ajuda, seja lá de quem for.

Então... enquanto não tivemos como espalhar grandes cinemas pelas cidades - incluindo capitais pobres em salas de exibição, como Natal – poderíamos multiplicar essas boas ideias por ai.

Natal, né... vai vivendo com as esperanças de um dia ter mais alguns cinemas. Os produtores da indústria cinematográfica brasileira vão ficando com a esperança de um dia o governo federal lançar alguma medida que os ajude na covarde disputa com os filmes hollywoodianos... e a galera de Cachoeira do Sapo vai curtindo suas noites de cinema na escola, com muita pipoca e bitoquinhas no escurinho. =D

Galerinha de Cachoeira do Sapo
assistindo um bom filmim! =D

sábado, 5 de março de 2011

Refletindo sobre o Carnaval

Relembrando as aulas de biologia do terceiro ano do Ensino Médio e tudo aquilo que a Rede Globo me diz, cheguei à conclusão de que brasileiro que é brasileiro já nasce com o gene do carnaval entranhado no DNA. Agora... se esse gene é recessivo ou dominante, só o tempo e as escolhas da vida dirão! É uma questão de genótipo e fenótipo. Eu acho!

O genótipo é aquela carga genética que nós todos temos e o fenótipo é o resultado da interação do genótipo com o ambiente, então um foli
ão carnavalesco é um indivíduo que possui em seu fenótipo as características necessárias para sobreviver em condições adversas de muito axé, forró, samba, álcool e folias de rua: os ouvidos são mais tolerantes ao som alto e à música de letra ruim, o fígado tem o dobro da potencialidade normal de desintoxicação do organismo e os pés conseguem aguentar quilômetros e mais quilômetros de caminhada, dança, pulos, torções, pisões e tropeços atrás do trio!

Isso ai já dá para ter uma ideia do meu ponto de vista sobre o carnaval, né? Claro, devo dizer, que eu compreendo e aceito que o carnaval tem um embasamento cultural que o legitima e que cada um gosta do que bem quiser! Eu não tenho o gene do carnaval dominante. O meu é recessivo e o máximo que ele consegue fazer é me mandar para alguma festinha perdida qualquer...

O carnaval querendo ou não é uma tradição mundial e no Brasil ele é o “Abre alas” do ano. Porém, há muito tempo que o brasileiro esqueceu o real motivo de se festejar o carnaval e o reduziu à uma semana de férias, curtição e anarquia no meio do ano. Carnaval hoje em dia é só um motivo para beber! Sorry, é verdade! Beber, transar e ser aquele que você não pode ser no resto do ano.

Você já usou uma máscara? Eu usei uma máscara de “Comédia” (aquela que junto com a do “Drama” são os símbolos do teatro) em uma peça que encenei no terceiro ano. Eu sou super tímido, mas com aquela máscara... nem gaguejei as falas! Foi como se eu fosse um anônimo qualquer ali e eu poderia fazer qualquer coisa! Afinal, ninguém sabia que era eu!

Este é o poder do carnaval! É uma semana em que você pode se fantasiar e ser um anônimo qualquer. Sem culpa ou pudores! Infelizmente, esse poder adquirido graças à máscara carnavalesca tem sido um fardo social para o Brasil, como bem apontou a jornalista Rachel Sheherazade, do jornal Tambaú Noticias do estado da Paraíba!


Para não me prolongar muito na postagem, vou colocar aqui o vídeo do corajoso comentário da jornalista e deixo com vocês a interpretação. Em outra oportunidade volto para contribuir com o meu comentário sobre o comentário dela! =D




PS.: Qualquer erro biológico.. ignorem! Eu sou historiador! =D

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Esperanza Spalding e o Grammy 2011

Salve! Salve!


Ontem (13-02-2011) foram anunciados os ganhadores do concorridíssimo Grammy! \o/


E aí, quem ganhou o coisa? Quem ganhou?


Muita gente boa ganhou seu Grammyzinho de cada dia... entre eles: Arcade Fire, Lady Gaga, Lady Antebellum e Eminem. Confesso que nunca tinha ouvido falar de Lady Antebellum, tudo bem! Agora... um dos ganhadores do Grammy 2011 me fez sentir orgulho e repôs a minha fé nessas premiações. A doce, linda, talentosa, fantástica e minha heroína... Esperanza Spalding. ♥
O som que a Esperanza faz é simplesmente maravilhoso... mas não por isso que estamos aqui!
A moça, que é contrabaixista e faz jazz, desbancou o "fenômeno" das meninhas... eles mesmo, o Justin Bieber. Ela levou o Grammy de melhor Artista Revelação e deixou as fãzinhas do Bieber desoladas.
Resultado: Muito xingamento e ameaças de morte no Twitter. Que coisa feia!!! Aiaiai
Comentaram coisas como: "Justin Bieber merecia o prêmio. Você deveria morrer. Afinal, quem você é mesmo?", dizia um dos comentários. "Ela é uma retardada. Ninguém nunca a ouviu cantar! Morra", escreveu outro. (fonte dos comentários: Ego)
Eu a ouvi cantar! E acreditem, foi amor à primeira vista! Pra mim (e para o Grammy) ela é muito melhor do que Justin Bieber. Aliás! Muita coisa no mundo é melhor do que ele... mas tem quem goste do garoto do cabelo esquisito. Infelizmente, quem gosta dele não sabe separar as coisas e sempre agridem pessoas que são contra ou são melhores do que o astro mirim.

Por hora, só quero agradecer à Esperanza Spalding por ela existir e por me fazer ter fé novamente em Grammys, Oscars, Framboesas de Ouro...
Como diz o ditado: A esperança é a última que morre! E a Esperanza me fez ter esperança num mundo musical melhor. Perdoem o trocadilho, por obséquio!


Fiquem com esse vídeo dela. Aposto que vão gostar:


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Refletindo sobre falar... (Parte I)

Desabafar, contar as novidades, relatar os problemas, contar alguns causos pessoais... estas são coisas que você só faz com quem confia. Não é?

Sentar e conversar ou ligar para aquele amigo é normal e todo mundo faz, seja para uma conversa séria ou um papo descontraído. Mas, uma conversa não é algo tão simples. Sabia? A fala é – para alguns pesquisadores – o marco principal no caminho da humanidade rumo ao progresso. Em algum momento, milhões de anos atrás, o homo sapiens deu de cara com uma encruzilhada, lá nas savanas africanas. Eram duas setas, uma dizia: “Grunhir” e a outra “Falar”... sabem qual o nosso ancestral escolheu? Sim... foi a de falar. Dali por diante tudo foi diferente.

Uma mãe chimpanzé leva até 6 anos para ensinar ao seu filhote a quebrar uma castanha. Funciona assim: mamãe chimpanzé olha para o bebê e dá uma piscadinha... depois de uns 20 minutos o pequeno símio percebe que ela está o chamando para ir ao castanhal. Chegando lá... mamãe começa o ritual de quebrar a castanha. Primeiro ela pega duas pedras, uma grande e uma menor; depois ela pega a castanha e coloca em cima da pedra grande e começa a bater com a outra pedra até a castanha quebrar e o miolo ficar acessível. Enquanto isso... o filhote observa tudo. Finalmente é a vez dele de tentar quebrar uma castanha. Depois de observar muito a mãe, ele vai batendo... e batendo... até conseguir. Mas isso não acontece tão fácil... até ele dominar completamente a técnica, vão-se anos e anos. Se a mamãe chimpanzé falasse... em uma tarde estaria tudo resolvido.

Foi falando que o homem deixou de viver em bandos e passou a viver em comunidade, com transmissão direta e complexa de cultura. Passar uma técnica de quebrar uma castanha para outro da mesma espécie, ou até de espécie diferente, é transmissão de cultura. Você está passando algo que aprendeu de outro ou empiricamente para mais um sujeito, que por sua vez passará para outro. Falar é fundamental para o homem. Quando eu digo falar, estou falando de comunicação em geral.

Chegamos ao século XIX e falar continua essencial. Conversar com outro alguém, contar uma história e se expressar é necessário para a sobrevivência de uma pessoa. Sem isso é capaz do sujeito enlouquecer. Um amigo, um parente, com os botões, com os USBs do computador... qualquer forma serve. Tão importante quanto falar é saber com quem falar... é saber ouvir. Temos entender que da mesma forma que nós temos esta vontade de relatar tudo pela oralidade, os outros também têm...

Eu, particularmente, não sou muito de falar. Sou mais de ouvir... Mas não dispenso os mesmo momentos de tagarelagem com alguém ou sozinho. É normal e só faz bem. Praticando é que aperfeiçoamos a técnica. Né?

(volto neste assunto em uma outra postagem...)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Zona Norte - Shoppings




Passarela da avenida João Medeiros Filho, uma manhã qualquer de janeiro. Vista dos shoppings da Zona Norte do Natal: o Norte Shopping e o Shopping Estação. (Clique na imagem para vê-la maior...)

Quando confirmaram a construção do Norte Shopping na Zona Norte, os mais otimistas imaginaram um progresso instantâneo para esta área ai. Pensaram em prédios de apartamentos, grandes loja... seria um novo centro econômico para a cidade. Bom... não foi nada instantâneo e nem shopping alcançou ainda aquele sucesso que imaginavam - ainda nem temos o tão esperado cinema. Antes mesmo do shopping, a área recebeu o Carrefour ZN, um verdadeiro sucesso... Nunca vi o da Zona Sul tão cheio quanto costuma ficar o da ZN. Além do hipermercado e do imaginário cinema, o Norte Shopping ainda tem uma praça de alimentação privilegiada com uma das vistas mais bonitas da cidade. Mas infelizmente, as fazendas de camarão do rio Potengi estão deixando feridas feias e vergonhosas no mangue... O mirante do shopping também virou mirante para a destruição do nosso mangue. Triste...

Depois veio o Shopping Estação (o coisa verde do lado esquerdo) ... A ideia era um centro de compras e lazer que também fosse estação para o trem urbano, uma vez que era ali ao lado da linha férrea. Já temos o shopping, mas nada de estação. E, sabe... a ideia é realmente boa. Imagino como seria movimentado aquilo lá com a chegada dos trens que vem de Ceará-Mirim, por exemplo. Nela funciona uma Central do Cidadão e em breve uma agencia da Caixa Econômica. Duas coisas que garantiriam um público circulante diário.

A avenida João Medeiros Filho é a mais importante da Zona Norte. Vai de Igapó à Redinha. Leva de uma ponte à outra. Com os shoppings e a Ponte Newton Navarro a avenida ganhou ainda mais destaque. É por ela que se chega nos principais conjuntos da ZN, como o Santarém, o Soledade, o Panatis e os Santa Catarina.

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Ver imagem maior ainda --> http://twitpic.com/3u7kki/full

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Refletindo sobre o Twitter...

- Ei, faz um Twitter também!
- Eu não! Não quero saber q
uando as pessoas vão ao banheiro...
- o,Ò? Ainda tais nessa, é?

- Homi... Twitter é coisa de
gente que gosta de saber da vida dos outros... Não
vou fazer um Twitter só para ler: "Fui ao banheiro...", "Toh comendo tapioca..."...

- kkkkkkkkkkk... você é noob mesmo! kkkkkkkkk


Levanta mão quem já negou o Twitter!!! o/

Diz ai, você recusou vários convites para ingressar no microblog na sua vida. Não foi?
Eu já... Eu dizia que Twitter não servia pra nada.
E eu estava muito engando!

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O Twitter, um dos grandes sucessos da internet, foi criando em 2006 por Jack Dorsey...
um carinha nerd que achou que o mundo precisava de um sistema de microblogs para divulgar em tempo real o que estava fazendo. Foi uma boa ideia! Não neguem! Todo mundo gosta de contar o que fez, o que está fazendo e o que pretende fazer... Assim surgiu o Twitter. Porém, ele só nos deu 140 caracteres para nos expressar, acompanhados de três tapinhas nas costas e um "Se vira!!!" Os poucos caracteres, na verdade, ajudaram a fazer do Twitter uma das ferramentas virtuais mais usada da internet. Quem não tem tempo para digitar 140 caracteres?

No inicio, (Eu não estava lá, por puro preconceito...) o Twitter desempenhava apenas o papel idealizado pelo Jack: uma forma das pessoas contarem para outras pessoas o que elas estavam fazendo. Por isso que no imaginário popular o Twitter foi, e continua sendo, interpretado como uma simples maneira de se saber da vida alheia...
Mas isso mudou! O microblog mudou o seu questionamento. Ele não quer mais saber o que você está fazendo, o objetivo dele agora é contar aquilo que está acontecendo...

Cheguei no Twitter meio que com aquela cara de "Tah, vamos ver até onde eu aguento isso... ¬¬", mas logo descobri que o negocio era muito mais do que um mural de fofocas... e que o segredo de tudo estava no Followers! (Suponho que você saiba o que são Following e Followers... ) Sim... o segredo do bom Twitter está em quem você segue... As pessoas certas podem te levar para um mundo de maravilhosas informações. Bom, vivemos num tempo em que informação é tudo... e se ela for instantânea, então...
Logo corri para espalhar a noticia. Consegui converter alguns novos seguidores para o meu perfil no microblog e até usei o dito em minhas aulas.

Gostaria de contar algumas coisas boas que percebi com o uso do Twitter:

1 - Novidades! O Twitter nos deixa bem informado sobre qualquer coisa. Para nos ajudar nisso temos uma barra de pesquisa e os Trending Topics ou TTs. Com essas ferramentas podemos achar qualquer assunto e saber os que estão em evidência naquele momento.

2 - Opiniões! Recentemente, um reality show
qualquer (já comentado neste Blog) trouxe para os círculos de discussões de todo o país o assunto do Transexualismo. Claro que logo hashtags relativos a isso chegaram aos TTs do Brasil. Por meio de uma simples visualização desses assuntos nos TTs podemos perceber as várias opiniões sobre o assunto abordado no reality. Uns entendiam a condição do transexualismo e comentavam "a favor", outros demonstravam pouco conhecimento e faziam comentários que mostravam isso... já outra parece, parecia simplesmente não se importar com a questão do transexual e de sua escolha e mostravam todo o seu preconceito. =/ Eu imagino um pesquisador do assunto (um psicologo, um sociólogo...) querendo uma visão bem completa do que pensa o brasileiro sobre isso... Bom, ele poderia sair de casa em casa com uma prancheta perguntando aos moradores... ou acessar o Twitter e ler os tweets sobre o assunto. Não é verdade? Os tweets são sim uma forma de observar o que o brasileiro tem a dizer sobre as coisas.

3 - Política! É, meu caro... o Twitter acompanhou muito bem a onda dos cabos eleitorais virtuais... Mas isso não é ruim! Durante as eleições muitos perfis de candidatos surgiram para divulgar suas propostas e informar as suas agendas. Como você só segue quem você quiser, isso não atrapalhou a vida o pacato cidadão twittense que só quer viver a sua Timeline. Mas isso ajudou bastante àqueles que gostam de participar. Como hoje em dia não dá para simplesmente sair correndo atrás do candidato, de comício em comício, o Twitter permitiu uma ligação direta entre o eleitor e o seu futuro representante. Claro que muitas vezes o assessor do carinha era quem lia os tweets que ele recebia, mas ainda assim esta é uma forma de manter contato, fazer aquela perguntinha capciosa...

4 - Movimentos Sociais! Ou melhor, movimentos virtuais... ou de redes sociais... É isso!!!
Caras pintadas? Gás lacrimogênio? Gás de pimenta nos olhos? Pra quê se eu posso ficar em casa e alimentar uma Tag até ela chegar aos TTs mundiais? hehehe É o que acontece! São cada vez mais frequentes as revoluções twitteanas! E elas dão resultado! Sabia? Muitos criticam - com certa razão -essas pessoas que só erguem o punho por detrás do computador, mas não podemos negar que essa é uma forma de lutar pelos nossos direitos. Vou contar-lhes dois atos de uma mesma peça:
Em 9 de novembro de 2010 surgiu um boato no Twitter de que a prefeitura da cidade do Natal (RN-Brasil) teria permitido o aumento das passagens dos ônibus das linhas urbanas. Nem esperaram para confirmar o tal boato... a equipe alimentadora de tags da cidade pôs os dedos à trabalhar. Reclamaram... revindicaram... e colocaram a tag #aumentonao nas primeiras posições dos TTs do Brasil. Resultado: a prefeitura voltou atrás, disse que só permitiria tal aumento se algumas exigências de um tal acordo fossem executadas pelas empresas de ônibus da capital e o secretário de mobilidade urbana da cidade foi exonerado. Tadinho...
Já em 21 de janeiro de 2011 o mesmo aumento volta ao debate, mas dessa vez ele já vinha como irremediável. A prefeitura disse que ia aumenta e logo a tag #foramicarla chegou aos TTs Brasil... melhor, ao topo dos TTs Brasil! Foi o assunto mais comentado naquela tarde. A revindicação era a mesma, mas dessa vez mais direcionada à figura da prefeita. Acho que cansados de ficar só atrás do computador, os revindicantes planejaram uma manifestação numa das praças da cidade. Bom, como é de se imaginar, o número de "#foramicarlistas" virtuais foi inversamente proporcional aos que apareceram para a dita manifestação. Infelizmente dessa vez não teve jeito e a passagem subiu. Mas a luta pelo impeachment da prefeita continua, mas não só por causa da passagem, devo esclarecer.
Ou seja, mesmo que seja pelo Twitter, uma revindicação social é ouvida e pode alcançar êxito, ou, "pelo menos", fazer com que todo o país.. ou o mundo... saiba dos problemas que você está sofrendo.

5 - Ampliação de perspectivas! Como assim? Bom... O Twitter nos permite ter acesso à informações em tempo real sobre vários assuntos e isso nos permite ampliar a nossa perspectiva das coisa. Citarei um exemplo: choveu durante a madrugada e eu estava zappeando pelo Twitter. Logo surgiram as primeiras informações sobre as chuvas na cidade. "Chove ali, chove forte aculá..." Em seguida veio a enxurrada de informações. Muitas mesmo... Vários pontos de alagamentos, córregos transbordando, ruas que viraram rios... Muita coisa mesmo. Se eu não tivesse Twitter, aquela noite de chuva seria só mais uma, mas não! Foi uma noite em que eu pude perceber que na minha própria cidade estavam acontecendo dezenas de situações que eu, certamente, só teria conhecimento no outro dia em algum telejornal... e muito resumidamente!

Tem outros pontos bons, e pontos ruins - como as informações erradas que circulam pelo Twitter, mas estas são as que eu acho mais interessantes e dignas de uma reflexão...

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PS.: Acredite, ou não, eu escrevi tudo isso só para pedir para você me seguir:

http://twitter.com/#!/tyegofranklim

hehehe



sábado, 15 de janeiro de 2011

Refletindo sobre os nossos heróis...


Salve! Salve!

Na última terça-feira a Rede Globo estreou o seu maior sucesso de todos os tempos... o Big Brother Brasil (BBB). Para quem não conhece, o BBB é um reality show. Um programa que tem como característica principal a convivência de pessoas completamente estranhas em uma casa Cinco Estrelas, cheia de câmeras, espelhos e edredons por todos os cantos. Tah, a idéia é interessante! Não negarei... mas isso ficou batido já na sua segunda ou terceira edição. Chegamos à décima primeira com, basicamente, a mesma coisa para ver. Só mudam os restos, mas os clichês já estão definidos, batidos e rotulados. Bom... criticas e elogios é o que não falta no caminho do BBB. Muita hipocrisia também... Eu, sinceramente, acompanho o programa... não diariamente, mas costumo me manter informado sobre o que está acontecendo na “casa mais vigiada do Brasil”. Mas, muita gente nega que assistem, sabe!(?) Não é coisa de gente culta... Nem assunto de corredores acadêmicos.

A Rede Globo de televisão aposta muito no BBB... e se não fosse esse carinho com cara de cifrões ($$), o BBB não chegaria a 2011 tão vivo. Esse amor pelo BBB é demonstrado nas palavras do fiel apresentador Pedro Bial. (Grande Bial... quase me arrepio com suas crônicas... hehe) Mas, tsc tsc tsc, Bial comete algumas gafes que me deixam com muita “vergonha alheia”. Na última terça-feira, 11 de janeiro de 2011, primeiro dia da nova edição do BBB, Bial nos veio com uma frase que me fez colocar a mão na boca. Não lembro com exatidão do que ele disse, mas ele nos deu a entender que os novos 17 participantes eram ”Os novos heróis”, do BBB11 e do Brasil. POWW, BIAL!!! Heróis? Mas de onde você tirou isso, homem de Deus??? Desde quando participante de reality show, que só terá que passar incríveis três meses numa casa com tudo de bom, ganhando prêmios e com a única obrigação de serem humanos... podem ser heróis? Não na minha o opinião. Desculpa aí quem discorda. Temos muitos outros que podem ser chamados de heróis... acho que os seus brothers não são. Não por isso... Podem até ser, por suas vidas aqui fora. Mas não por estarem no BBB11.

Bom... a mesma Rede Globo, que tenta nos fazer engolir que um participante de reality show é um herói, é a emissora que nos apresenta alguns dos verdadeiros heróis deste Brasil.

Além do BBB11, esta semana foi marcada pela cobertura (em todas as emissoras) do desastre ocasionado pelas chuvas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Muita chuva, muita dor, muito sofrimento... muitas mortes. Uma calamidade!!! Na última contagem de mortos que tomei noticia os números já chegavam aos 600 mortos no Rio de Janeiro. A Globo está empenhada em fazer a melhor cobertura possível dos fatos e sem o sensacionalismo exagerado que vemos em outras emissoras. Ela dá muito destaque aos voluntários que ajudam na busca pelos sobreviventes, mortos e no auxilio às vítimas. Muito legal isso!

Hoje (sábado, 15 de janeiro), a Globo nos apresentou um verdadeiro herói nacional. Um homem franzino - como qualquer outro brasileiro - um pedreiro, humilde... que nesta noite de sábado emocionou o Brasil. O Jornal Nacional exibiu a história de Leandro Machado, que poderia muito bem ser um voluntário “qualquer” (qualquer entre aspas, pois cada um deles é especial...) se não fosse a sua história durante aquela tragédia. Nosso herói se fez presente a ajudar os outros que, como ele, estavam precisando de ajuda. Tão logo se viu a salvo da enxurrada , ele se ofereceu para ajudar como voluntário... Foi como voluntário, ajudando em um lugar próximo de sua casa, que Leandro Machado recebeu a notícia de que sua mãe, sua esposa e seu filho tinham morrido em um deslizamento de terra. Leandro é humano... como qualquer homem sentiu a dor da perda naquele momento. Mas como herói, Leandro se ergueu e se pôs a ajudar novamente. Se fez essencial na busca pelos lugares mais afetados, indicando os bombeiros os melhores caminhos e colocando a mão na terra.

Após ouvir as palavras do nosso herói deste sábado, o repórter Tiago Eltz que o entrevistava não resistiu e o abraçou emocionado com o exemplo. Um abraço que ele, com certeza, deu representando cada um dos brasileiros que sentiram a mesma emoção naquele momento. O pedreiro-herói ajudou a resgatar os corpos da sua família, recolheu alguns pertences e só então chorou diante da câmera da Rede Globo.

“Vamos ser humildes, amigos um dos outros, solidário, porque a população de Nova Friburgo está precisando, nesse momento”, afirmou Leandro.

O caso de Leandro não é o único que tivemos notícia esta semana. Tem também a dos rapazes que salvaram uma senhora que estava ilhada numa casa pouco antes que tudo fosse levado pela correnteza... São pessoas que não medem esforços para salvar uma outra pessoa, mesmo que não a conheça. É uma demonstração de comunhão e de amor pelo próximo que por alguns instantes nos faz esquecer da falta de políticas realmente compromissadas com a solução destes problemas que só se repetem.

Então é isso...

Meus heróis não estão confinados em uma casa cheia de câmeras... eu não posso vê-los pelo perpevil... Os meus heróis estão com as mãos sujas de barro, de lama... estão mexendo uma panela de sopa, estão escavando metros e metros de terra à cada sinal de vida, estão se colocando em perigo para ajudar um desconhecido... Meus heróis são voluntários, são bombeiros, são pais de famílias, são trabalhadores... são brasileiros.

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Leia a reportagem: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/01/pedreiro-perde-familia-e-ajuda-como-voluntario-nos-resgates-de-nova-friburgo-rj.html